Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Is it my turn?

3 tolas (Eu Mesma!, Storyteller e Abobrinha)e 1 tolo (francis) cujos blogs costumo acompanhar regularmente divertiram-me a semana passada com esses posts. Decidi juntar-me a eles porque isto dos questionários tem a sua piada e eu gosto! Não acredito poder dar respostas tão doidas como essa gente mas partilho as minhas.

1. Preferias ser tu a controlar a situação?
Eu deixava-te controlar!

2. Sussurrarias ao meu ouvido?
Provavelmente não! Talvez uma vez por outra... Não sou muito vocal nesta situações!

3. E os beijos: com pouca ou muita língua?
Beijos, muitos! Muita língua, pouca língua. Por aqui, por ali. É para isso que serve a boquinha nestas situações. :)

4. Dirias o meu nome?
E correr riscos de me enganar!! Se calhar, é melhor não! Até porque, como já disse, sou de falar pouco.

5. Irias lá abaixo?
O abaixo tem muito que se lhe digo. Por princípio, diria que sim mas...

6. Deixavas que te beliscasse?
Só se fizesses mesmo muita questão porque não é coisa que me agrade muito!

7. Quantas vezes o faríamos?
Quantas eu aguentasse! :D

8. O que farias a seguir?Tem que haver várias opções... Depende de como tinha sido e quem fosses. Podia vestir-me e pôr-me a andar ou ficar no mimo. Olhar para o tecto a pensar algorítmo de Bellman-Ford é uma possibilidade. :D

9. Despirte-ías completamente e depois tiravas as minhas roupas, lentamente?
E se te despisses de forma gira para eu ver e dps me tirasses as minhas roupas? Também podia ser...

10. Lambías-me e mordias-me por todo o corpo?
Por todo o sítio que me agradasse! Abaixo do tornozelo não costumo ir. E tou a falar de beijos e lambidelas pq não muito adepto de dentadas. Uma ocasional dentadinha levezinha, talvez...

11. Brincavas um bocadinho ou ías directo ao assunto?
Depende do tempo que tivermos para a brincadeira mas normalmente gosto de fazer durar e gosto muito de brincadeiras prévias.

12. Deixavas-me brincar sozinha?
Sim! Claro. Desde que eu pudesse ver e dps fizessemos qq coisa a dois!

13. Gostavas que o fizesse de forma rápida ou mais lentamente?
Como preferes? podemos variar?

14. Onde o quererias fazer?
Everywhere!!!

15. Farias muito barulho ou ficarias calado?
Sou contido no barulho!

16. Importar-te-ías se eu teria gostado?
Claro que me importaria! Se não tivesses gostado ia querer saber o que correu mal. Ia querer repetir para fazer melhor. Se tivesses gostado ia querer saber do que gostaste para voltar a fazer. Acima de tudo, ia querer repeter over and over again até ambos ficarmos plenamente satisfeitos. :D

17. Farias isso hoje?
Eu estou pronto mas... Onde estás?

18. Farias isso amanhã?
Se te conseguir encontrar até amanhã...

19. Telefonavas-me pela manhã?
Mas telefonar-te porquê? Por estares de costas? Para te perguntar se estavas a gostar? O melhor é continuar...

20. Vais fazer disto um novo post para que também eu te possa responder?
Sim! Tá feito! Agora podes responder-me!

Que saudades...

... que eu tinha de estar duas horas e meia a ver miúdos a fazer exame e não poder fazer nada para me entreter excepto olhar para eles a escrever!

Amanhã há reunião para discutir o sexo dos anjos (vou ver se consigo ouvir mais que duas frases para perceber porque estamos ali!) e sexta há mais uma vigilância!

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

private eyes

Há uma história que os teus olhos contam sem dizeres uma única palavra. A tua cara transmite uma certa tristeza que pareces esconder de ti própria.
O amor pode desaparecer sem deixar rasto mas o mundo dá muitas voltas e o amor recomeça...
De onde virá? Que interessa?!?! Não queres outra oportunidade?
Quero voltar a fazer parte duma história de amor. Quero voltar a sentir borboletas no estômago ao ver a pessoa que abana o meu mundo.
Sei que tenho amor dentro de mim para dar mas não sei como o utilizar, como o mostrar...
Claro que tenho medo de me voltar a magoar mas, tenho muito mais medo de não tentar!!
Toda a gente carrega a sua cruz. Toda a gente tem um passado. Toda a gente tem um coração partido para tratar.
Vamos partilhar estes momentos... Talvez encontremos juntos o caminho!
E o amor... o amor começa de novo!!

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Wishing

Ainda olho o céu. Ainda sinto o sabor dos teus lábios.
O 'nós' pode ter acabado. O amor desapareceu... mas eu sobrevivi!
Ainda aqui estou... desejando!
Tudo o que fazia sentido, desapareceu!
Não te vou mentir. Era feliz contigo. Sonhei! Cresci muito por estar contigo e, quando me fugiste, pensei que me irias fazer muita falta. Deixaste-me perdido. Que poderia fazer sem a tua companhia que tanta alegria me dava?
Ah! Aprender a viver de novo. Sentir-me bem sozinho. Aperceber-me que tu me fazias bem pq me fazias sentir bem comigo próprio. Aperceber-me que não preciso de ti, nem de ninguém para me sentir assim.
Para o bem e para o mal, fazes parte do passado. Felizmente, já não preciso de ti. Gostaria de te ter por perto porque sempre formamos uma boa dupla mas, sei que não preciso de ti porque estou bem mesmo não te tendo!

Continuo a postar coisas que me chegam por mail...

... porque ainda no outro dia falava exactamente sobre este assunto com colegas por causa de algo que aconteceu.

O atestado médico por José Ricardo Costa


'Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância.
Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida
para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente.O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.

Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas. Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente
perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.'

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Everybody's got a cross to bear...

Recebido por e-mail recentemente, decidi partilhar com quem me lê:

"em especial para os professores ;)


Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado
sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se
aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os, dizendo:

Em verdade vos digo,
-Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
-Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
-Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...

Pedro interrompeu:
- Temos que aprender isso de cor?

André disse:
- Temos que copiá-lo para o papiro?

Simão perguntou:
- Vamos ter teste sobre isso?

Tiago, o Menor queixou-se:
- O Tiago, o Maior está sentado à minha frente, não vejo nada!

Tiago, o Maior gritou:
- Cala-te queixinhas!

Filipe lamentou-se:
- Esqueci-me do papiro-diário.

Bartolomeu quis saber:
- Temos de tirar apontamentos?

João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?

Judas Iscariotes exclamou:
(Judas Iscariotes era mesmo malvado, com retenção repetida e vindo de
outro Mestre)
- Para que é que serve isto tudo?

Tomé inquietou-se:
- Há fórmulas? Vamos resolver problemas?

Judas Tadeu reclamou:
- Podemos ao menos usar o ábaco ?

Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma
multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele,
dizendo:
Onde está a tua planificação?
Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica
mediatizada?
E a avaliação diagnóstica?
E a avaliação institucional?
Quais são as tuas expectativas de sucesso?
Tens a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o
acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da
transmissão?
Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos
conhecimentos prévios?
Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a
assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções
transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e
cooperativos das áreas concomitantes?
Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que
respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico
constituídos pelos núcleos generativos disciplinares,
transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?

Caifás, o pior de todos os fariseus, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e
reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus
discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino
de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás
notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas
alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de
nomeação definitiva!

... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos..."

Fim de semana prolongado!

Começou na quinta feira quando decidi fazer os quilómetros que separam a terra que me acolhe temporariamente e onde fica o meu trabalho da minha terrinha Natal. Ia eu a fazer a viagem e decidi parar para comer um pouco de arroz. Foi aí que notei os primeiros sintomas.

Sexta feira foi um dia em cheio passado na melhor das companhias. Deu para falar de tudo, para ver volta à frança, séries, filmes, fazer aulas de yôga, sessão de PES com mais conversa.
Fui também assistir à apresentação de um livro pela sua autora. Ora, a Autora é uma minha ex-aluna de quem gosto imenso e, por isso, fiquei todo orgulhoso dela e de saber que já vem aí o segundo!

Sábado foi dedicado a dormir, visitar gente que precisava de visitar e a um churrasco. Comi mal, bebi pior, tive de serviço no lume, joguei futebol, joguei à malha, apanhei com pó e fumo, saí de lá com uma grande dor de cabeça e diverti-me imenso! Foi um programinha diferente e deu para fugir à rotina.

Domingo segui nos programas diferentes. Fui a umas piscinas com algum do pessoal do churrasco. Deu para nos divertirmos a mergulhar para a água de diversas formas e feitios. Espalhar creme em mim como se não houvesse cam(b)ada de ozono com medo ao cânc(a)ro. Apanhar um solzinho de cada vez que não conseguia encontrar uma sombra onde me esconder. Fiquei ainda assim com uma corzinha. Lá se vão os últimos anos em que tenho procurado fugir ao sol antes das 5 da tarde. Depois de anos e anos a torrar ao sol, finalmente tinha ganho juízo. Espero que isto tenha sido uma vez sem exemplo!
Não consegui jantar grande coisa porque não me apetecia e já custava um pouco.
Final do dia, cansado, cheio de dores provocadas pelos rebites (hein?!?!) ainda deu para outra sessão de PES e actualização de conversa com gente que interessa. Deu para falar da actualidade desportiva, vidas amorosas, coisas do trabalho dele, coisas do meu trabalho e, sei lá bem mais quê...

Segunda já não sinto só os sintomas. Full blown faringite com aquilo que parecem ser duas bolas de basquetebol na minha garganta. Sinto-me super cansado. Acho que devia ir ao médico. Acho que vou dormir. Mas ainda tenho que aproveitar o resto do meu fim de semana prolongado que isto ainda não acabou...